Mercado imobiliário tem otimismo com nova política de financiamento.

Notícia de 20/08/19 - Diário de Petrópolis

Mercado imobiliário tem otimismo com nova política de financiamento.

Para consultora imobiliária Irene Medeiros, Petrópolis deve ser beneficiada com novas políticas do Conselho Monetário Nacional

(Wellington Daniel)

O Banco Central (BC) anunciou na semana passada que haverá novas políticas para financiamentos de imóveis. Agora, os bancos poderão oferecer crédito imobiliário corrigido pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A aprovação da medida ocorreu em uma reunião extraordinária do Conselho Monetário Nacional (CMN) realizada na quarta-feira (14). Esta possibilidade já havia sido apresentada anteriormente, mas ainda não alcançava o Sistema Financeiro de Habitação (SFH), que é quando o comprador utiliza os recursos do Fundo de Garantia (FGTS).

Para a consultora imobiliária Irene Medeiros, da Oswaldo Medeiros Imóveis, esta nova política de financiamento aquecerá o mercado de imóveis da cidade. Petrópolis conta com outras características que podem gerar um excelente resultado do setor.

- Acho que vai faltar imóvel diante de tanta procura e tantos clientes. Vai ativar a economia, aquecer o mercado imobiliário e as pessoas não vão ficar mais fixas procurando um bairro distinto. As pessoas irão procurar diversas possibilidades a partir de agora. E também somos a cidade mais segura da Região Serrana. É uma cidade muito boa para morar, temos qualidade de vida. Aliado a isso, penso que o quesito melhor bairro ficará pequeno – afirmou.

A consultora também explicou como será a nova política e como será benéfica para o mercado imobiliário no geral. Segundo ela, os juros não devem passar de 6,82%.

- Hoje, os financiamentos variam entre 8,5% a 9,5% ao ano. Colocando esta redução no modo IPCA, os contratos vão ser corrigidos medidos pelo IBGE. Então o banco deve cobrar uma taxa adicional, entre 2% e 3% ao ano e, como o IPCA projetado para este ano é de 3,82%, na prática, os juros de financiamento deve ficar entre 5,82% a 6,82%. Ou seja, uma redução máxima de juros para clientes que forem comprar na Caixa e tiverem um bom histórico de pagamento – explicou.

Ainda segundo Irene, a nova política tem a probabilidade de estimular vários tipos de possíveis clientes, que serão pautados pela melhor oferta.

- Acredito que vai estimular quem mora no Rio e quer morar em Itaipava, Secretário, Nogueira, Corrêas. Ou então, quem mora em apartamento fazer um upgrade, ou seja, procurar um maior ou uma casa. E ainda, quem está em um imóvel com apenas um quarto, ir para um com dois quartos. O que vai formalizar esta venda são o melhor preço e a melhor oferta. Se você tiver um imóvel bom, em boas condições e aceitar financiamento, você vai vender – disse.

Para o BC, “é mais um passo para tornar o mercado imobiliário menos dependente dos recursos dos depósitos de poupança e do FGTS, permitindo a contratação de operações que podem servir de lastro (base) de instrumentos negociados no mercado de capitais, como os certificados de recebíveis imobiliários e as letras imobiliárias garantidas”. A entidade ainda afirma que a medida “deve favorecer a ampliação das modalidades de financiamento imobiliário disponíveis aos consumidores, o aumento da concorrência entre os agentes financeiros e a redução das taxas de juros”.

- Quem ainda não comprou o seu imóvel, provavelmente vai comprar neste ano. Esses quatro meses que temos pela frente serão crucias. Quem tiver mantendo um bom preço e aceitar financiamento bancário, vai vender o seu imóvel, porque essa taxa não vemos há anos. É uma oportunidade única e, como não sabemos até quando vai continuar, quem tem interesse de comprar casa própria, agora é o momento – afirmou Irene Medeiros.


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